quinta-feira, 25 de junho de 2015

Um Breve Vídeo- 550 Milhões de Anos de Evolução Humana

Segue abaixo um breve vídeo a cerca da evolução humana, isto em menos de 1:30. 
Apreciem.

O vídeo por si só dispensa maiores comentários.
Att:
A. Rodrigues

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Postagem Sobre a Proximidade dos 4 anos do Blog

Quase quatro anos de blog quem diria, tanta coisa aconteceu, tanta coisa mudou. Mas a cá estou, que venha os bons ventos e que estes tragam ainda mais coisas boas. Que a dureza da vida não nos fadigue, que a vida nos excite mais em todos os sentidos. Que os bons ventos nos escute e tragam junto com a liberdade poética inspiração para continuar com as palavras. Obrigado a todos que prestigiam o blog, embora eu sinta que as vezes ninguém mais leia o que escrevo (risos), desde já obrigado.

Att.


A. Rodrigues

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Curiosa Morte

As vezes sonho que estou morto dentro de um caixão, as vezes cruzo as mãos sobre o peito embaixo do edredom.
Não que eu tenha pressa de morrerm, mas parece tão sereno e tão tranquilo estar morto. 
Pode ser que isso se deva a maquiagem pesada ou simplesmente o cadáver que transparece ter deixado toda a agonia da existência, embalado por uma singela música de ninar.

O túmulo frio e o perpétuo desaparecer o acolhem, como um filho que volta aos braços de sua mãe.
A terra se alimenta do que dela surgiu e mostra que tudo acaba e pertence ao universo. 
Se tornar o nada mas ao mesmo tempo voltar a poeira primordial.
Mórbido poema, imagino uma canção, morrer deve ser muito bom, mas por hora me contento em estar vivo.





A. Rodrigues

Reflexões Sobre a Importância


Sobre se sentir importante.
O que nos torna importantes? O que é ser importante? O que faz de nós pessoas especiais? Seguindo a subjetividade alguns possivelmente iriam para o lado emocional e diriam que pessoas são importantes devido ao amor que sentem elas pelas outras, mas tento tratar aqui de uma maneira geral. Alguns tem ideias diferentes, pensar diferente mas no final são a mesma coisa, são pessoas. Estes questionamentos me vieram devido a minha angústia de entender o por quê de algumas coisas. Acho que estou tento uma crise existencial ..... de novo (risos) Vida comum, pessoas comuns e por fim o todo se torna comum. Estranho essa vontade de ser notado, um pontinho no meio da multidão, um grito interior que quer dizer" OI ESTOU AQUI, OLHEM PARA MIM, EU EXISTO E SOU IMPORTANTE. Mas no final somos apenas pessoas. Em um planeta com milhões de culturas bem provavelmente deva ter algumas pessoas se questionando a mesma coisa e chegando ou não a conclusão nenhuma. Pensar sobre si mesmo, pensar sobre o que somos é algo que pode nos deixar confusos. Escrevi e escrevi e não cheguei a nenhuma resposta. É pertubador, sobre a existência por hora vou apenas existindo. Acho que talvez algum filosofo existencialista saiba me dar uma boa resposta.
A. Rodrigues

Dançando Na Escuridão

Dançando nas sombras para ninguém lhe perturbar, dançando no escuro para ninguém lhe recriminar. Ah, escuridão como afável tu és. Ela se sente mais leve e mais tranquila quando não há ninguém lhe julgando. Ela se abraça e um sorriso sai. Sua felicidade é dançar mesmo que nenhuma música toque. Ela se sente livre e sem culpa, no escuro ela só quer dançar. Rir de si mesma, ela apenas quer dançar. Ela poderia prolongar estas palavras por tamanha ser a satisfação, a solidão não lhe faz mal quando ela quer. Fica bem, vive bem. Por hora ela quer apenas dançar. Toca a melodia macabra, mas ela nem se importa, ela gosta e quer apenas dançar. Quer cantar, gritar até que sua voz suma, pois por fim ela só quer aproveitar. No macabro fim, ela se deita em sua cama para que no dia seguinte tudo volte ao normal e possa suportar tudo o que vier, pois nas sombras ela se recupera, dançando na escuridão ela se livra do mal e esta leve.

O Quadro Na Parede


O quadro na parede já esta lá a tanto tempo que os personagens da pintura parecem se mexer. No espaço-tempo o quadro ainda é pintado todos os dias. Na solidão do pincel e seu guia os dias se passam. As teias de aranha lá fora abraçam as folhas caídas. As flores se abrem e morrem na mesma velocidade. O canto dos pássaros é o mesmo, mas pode se perceber que não há mais aquele vigor ou empolgação.
O desgaste dos dias, o sussurrar das palavras no inconsciente fazem com que o pintor sinta falta de dias alegres, dias de infância. .. Longe dos compromissos, das responsabilidades, longe da consciência de um mundo áspero. O quadro se move, as crianças caem mas esta tudo bem, um arranhão e voltam a brincar. -Ai. Escuta-se outro grito de dor.
Outra criança caiu, mas ela esta bem. Esta outra um pouco chora mas já passou e sozinha volta a brincar. O velho observa e diz que as crianças precisam crescer e o pintor o escuta. Passam se anos a pintura do mesmo jeito, a moldura começa a se soltar. Por fim o quadro cai, os corvos voam e a morte vem a aqueles do quadro acalentar e acariciar- lhes os cabelos. O vento sopra, o velho continua aguardando o próximo quadro que virá e o pintor continua lá pois não se extingue. E este continua a escrever no espaço-tempo elegias sobre a morte.

A. Rodrigues

Teatro dos Vampiros - Legião Urbana



Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E destes dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos

Vamos sair, mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas

Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite, ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar

Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito

Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir

Vamos sair, mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas

Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas

E mesmo assim não tenho pena de ninguém